quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Resenha: A Rosa do Inverno

Nome: A Rosa do Inverno
Autor: Patricia Cabot
Gênero: Romance Histórico
Editora: Essência (Planeta)
Número de Páginas: 412

Meg Cabot é muito conhecida pela série “Diário da princesa”, mas sob o pseudônimo de Patricia Cabot ela se torna uma das divas do romance histórico.
Para quem não conhece o gênero, não há mistério nenhum. O nome já diz bastante e junto com todo esse clima de século passado é comum encontrar umas cenas de sexo que condizem com a história e são delicadas sem deixar de serem hot (mas nada de chicotes e gravatas por aqui, babys).

A Rosa do Inverno conta a história de amor entre Lord Edward – um aristocrata - e Pegeen MacDougal – uma jovem donzela liberal. Os dois são concunhados* e se conhecem por causa do sobrinho Jeremy que foi deixado aos cuidados de Pegeen depois que a irmã dela e o irmão de Edward morreram. Com o intuito de desfazer os erros da família, Eddy encontra o sobrinho e a tia e o tiram da miséria para viver no incrível solar Rawlings.
Vamos à parte que interessa: o romance. A atração entre os dois é imediata e as diferenças não podiam ser maiores. Ela uma liberal, filha de vigário*, sem papas na língua e que sabe muito mais do que é normal uma mulher, principalmente uma tão jovem, saber. Ele um bad boy do século passado, rico, bonito, conhecido como “o quebrador de corações” e por baixo disso tudo isso é daqueles fofos que só estão fingindo ser durão – tem como não se apaixonar?
Amo o jeito que eles se provocam – totalmente educados, mas com aquele “quê” de piada internada feita pra cutucar e disfarçar o quanto eles estão afim um do outro. Também acho legal, mesmo se mantendo nas diretrizes da época, a Peggy ser uma personagem a frente do seu tempo. Forte e determinada, criou o sobrinho sozinha e defende com unhas e dentes os direitos das mulheres. O final (spoiler que todos já imaginavam) tem um detalhe mais do que fofo e, sim, é feliz – desses que vai fazer você suspirar por um romance assim.

O romance é água com açúcar, mas tem suas reviravoltas e intrigas. A leitura é leve e divertida, e se você estiver com o dia livre, talvez de conta dele de uma vez só. Perfeito para começar no gênero e notar que um livro pode ser hot sem ser 50 tons. 

Quotes:
“Um rosto bonito não implica necessariamente uma alma bonita” pág 98
“Por que quando um homem afirma o que pensa, ele é impositivo, mas quando uma mulher faz a mesma coisa, ela é vista como obstinada?” pág 192/193


*concunhado(a) é um parente por afinidade, geralmente marido/esposa ou alguém da família do cunhado(a).
*vigário = pastor da igreja anglicana 

Algum de vocês já leu? O que acharam do livro? :)